terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Campo Harmônico Maior (Tríades) - Daniel Nakamura

O conhecimento dos Campos Harmônicos é fundamental para o aprendizado de harmonia e improvisação.

Nesta aula, explico como montar o Campo Harmônico Maior usando tríades.

Clique na imagem para visualizar maior.



domingo, 22 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

JAZZ GUITAR - PENTATÔNICA MENOR

Aplicação em II - V - I
Por Daniel Nakamura


Nesta aula vou abordar um exemplo de aplicação da Escala Pentatônica Menor (penta m7) , em uma cadência II - V - I .

Tomando como exemplo a tonalidade de C maior, nosso II - V - I será :

Dm7 / G7 / Cmaj7

Pois bem, vamos usar apenas o desenho da escala pentatônica m7, porém de maneira que cada grau da cadência fique com uma sonoridade diferente, subindo a escala pentatônica de 1/2 em 1/2 tom.
Se você não sabe a escala pentatônica m7, vamos dar uma revisada.

Escala Pentatônica de Am7 :


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Bom esta será a primeira escala a ser utilizada na cadência, ou seja, você aplicará a pentatônica de Am7 sobre o acorde de Dm7. O que você está tocando ?! Vamos analisar :

Penta de Am7 ( em relação à D ) - 5 / 7 / T / 9 / 4

Portanto, a sonoridade da escala em relação a D , de certa forma fica 'suspensa' , pois é omitida a 3ªm e utiliza-se a 4ºJ (sus4).

Penta de Bbm
Agora vamos subir esta escala em 1/2 tom para o V grau ( acorde de G7 ).
Portanto, você tocará a escala pentatônica de Bbm7, sobre o acorde de G7.

Analisando:
Penta Bbm7 ( em relação à G ) - #9 / b5 / #5 / 7 / b9

Portanto, a escala pentatônica de Bbm sobre G7 resulta numa sonoridade de G alterado, que é muito utilizada no jazz. Perceba que a escala gera tensões que caem muito bem para o acorde dominante.

Para revisar Escala Alterada = T / b2 / #2 / 3 / b5 / #5 / 7

Penta de Bm
Para Cmaj7 subiremos a escala em mais 1/2 tom, ou seja, penta de Bm.
O que acontece ?
Penta de Bm7 ( em relação à C) - 7M / 9 / 3 / #4 / 6

Portanto, obtemos uma sonoridade lídia (modo lídio), principalmente pela presença da 4ª aumentada, nota característica deste modo.

Resumindo:

Sobre a cadência Dm7 / G7 / Cmaj7 ( II - V - I ) , aplicamos as escalas pentatônicas de Am7 / Bbm7 / Bm

Recordando os intervalos gerados:


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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Frank Zappa - Inca Roads (Interlude)

Por Daniel Nakamura

Sempre que ouvimos o nome de Frank Zappa, logo associamos a "música encrenca".
Além de guitarrista, Zappa era um excelente compositor com formação erudita, maestro.

Transcrevi um trecho de uma música chamada "Inca Roads". A música inteira é uma encrenca danada, e esta pequena parte da música era tocada muitas vezes pelo xilofone, teclado, e todo o naipe de sopros. Aliás, uma das características marcantes da banda do Zappa era exatamente essa exatidão que os caras tinham ao tocar esses "cachorros" complexos.
Interessante tocá-lo na guitarra também.

Reparem que a fórmula de compasso está em 7/8. Pois é, as notas estão agrupadas em grupos de 7.
É interessante estudar frase por frase, separadamente, e ir juntando aos poucos, até conseguir tocar o trecho inteiro.


No vídeo abaixo, toquei a frase com o metrônomo em 7/8. Reparem nas acentuações do bumbo. Essas acentuações ocorrem na música, e ajudam na contagem dos tempos. Ficaria mais ou menos assim:

1  / 2  / 1 / 2   / 1 / 2 / 3     |     1 / 2 / 1  / 2  /  1  /  2  /  3     etc...

O bumbo acentua os tempos "1".

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Guitar X - Improvisando com Pat Metheny

Hoje, trago a vocês uma frase do guitarrista Pat Metheny, tirada do standard "All The Things You Are". O disco é o "Question and Answer", de 1990, gravado em trio com Dave Holland no contrabaixo e Hoy Haynes na bateria.

A frase começa exatamente no final do tema, quando há um breque e sobra apenas a guitarra solando (compassos 3 e 4).

Percebam como Pat utiliza-se bem de frases cromáticas, resolvendo no terceiro tempo do compasso 5, em uma nota do acorde de Fm7 (nota lá bemol, terça menor de fá).

Clique na partitura para vê-la ampliada !

No áudio abaixo, toquei a frase tentando reproduzir o mesmo swing da frase original. Reparem bem nas acentuações e , principalmente, como tocar as colcheias em uma frase jazzística.


Daniel Nakamura

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Começar de Novo ?

O Guitar X foi um site que existiu por alguns anos e misteriosamente saiu do ar, há uns dois anos (ou mais, segundo estudiosos). Pior que acabou, pouco depois de mudar o layout, em uma época em que estava bombando de visitas.
No tempo em que esteve ativo, foram publicadas muitas, mas muitas aulas, entrevistas, matérias especiais sobre guitarristas, etc... Foi mencionado em vários veículos de comunicação como a Revista Cover Guitarra, Revista da MTV e Folha de São Paulo.
Se não me engano, um ano antes de parar, gravamos um CD do site. Ficou muito bacana.

Recentemente, comecei a escrever umas colunas para um site da UOL, o Bandas de Garagem. Já na segunda coluna, aconteceu um imprevisto. O link do áudio da minha aula estava direcionando para uma página errada, além de estar com o nome da música errado (All The Thins You Are - correto = Things). Avisei o responsável, para poder corrigir o erro, e colocar o áudio, pois sem ele a aula não teria o menor sentido. Resultado: duas semanas depois, além da matéria continuar zuada, sumiram meus créditos e minha foto.
Nesta situação, falei para o responsável que, se fosse para deixar a matéria daquele jeito, era melhor tirar a coluna do ar. A resposta que obtive foi: "melhor tirar do ar mesmo, para não ter mais erros". 
No ato, me deu uma saudade tremenda do Guitar X, porque jamais faríamos uma coisa dessas. Não importava se a matéria era minha, ou do Márcio Okayama, ou do Steve Vai. Se havia algum erro, fazíamos o impossível para corrigir para não queimar o filme do site, bem como de quem escreveu a coluna.
Por esse, e outros motivos, resolvi reabrir um blog do site. Afinal, já ensaiamos várias vezes a sua volta, e pelo visto isto está longe de acontecer.
Estou inaugurando este blog em homenagem ao site Guitar X, enquanto fica incerta a sua volta oficial. 
E, para quem não sabe, o site começou exatamente como um blog.

É isso aí. Em muito breve, novas colunas por aqui !

Abraços,
Daniel Nakamura